Entre a vingança e a sobrevivência: terror psicológico e humor ácido marcam o novo filme de Sam Raimi

O Hora Top TV foi convidado para uma sessão antecipada do filme Socorro. A crítica a seguir reúne as impressões da jornalista Regina Soares, Chefe de Rredação do Hora Top TV.
⚠️ Contém spoilers
Sinopse:
Dois colegas de trabalho sobrevivem a um acidente de avião e ficam presos em uma ilha deserta. Isolados, eles precisam superar ressentimentos do passado para sobreviver mas o que começa como cooperação logo vira uma batalha psicológica, de inteligência e poder.
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Direção: Sam Raimi
Duração: 1h54
Gêneros: Terror | Suspense | Comédia
Elenco: Rachel McAdams, Dylan O’Brien
Data de lançamento: 12 de fevereiro de 2026
Crítica de Regina Soares:
Interpretada por Rachel McAdams, Linda trabalha há sete anos em um escritório e vê o chefe promover alguém com poucos meses de empresa. Além de negar a promoção, ele afirma que ela não é capaz de subir de cargo. Durante uma viagem de negócios, o chefe e os amigos ainda debocham de um vídeo dela. Pouco depois, o avião cai. Os únicos sobreviventes? Linda e o chefe.
Logo no início, o filme já muda o tom e sinaliza o que vem pela frente. A primeira cena sangrenta mostra Linda matando um javali, com bastante violência gráfica. Ali fica claro que não estamos diante de um suspense leve e essa definitivamente não será a única cena brutal do longa.
A narrativa começa parecendo seguir um caminho mais tradicional, com aquele suspense inicial de sobrevivência em uma ilha deserta, lembrando até Lost, com a ideia de pessoas perdidas no meio do nada após uma queda de avião. Mas o primeiro grande plot twist muda tudo: eles não estão exatamente perdidos.
Linda percebe que existe uma casa próxima, totalmente equipada, com sistema de segurança e possibilidade de pedir ajuda. Só que ela esconde essa informação do chefe, deixando-o acreditar que os dois estão abandonados na ilha. O motivo é simples — vingança.
O filme assume então um tom de humor satírico ácido, que lembra comédias exageradas da Amanda Bynes, como SOS do Amor. Linda aparece toda produzida, tranquila, comendo frutas como se estivesse em férias, enquanto o chefe está desesperado, acreditando estar preso em uma ilha sem saída.
O conflito entre chefe e funcionária escala para cenas violentas, até que o filme entrega mais uma surpresa: a noiva do chefe aparece na ilha. Linda percebe que está perdendo o controle da situação e decide agir. Em um spoiler direto: ela mata a noiva.
Quando o chefe sai sozinho para procurar comida, encontra o corpo da noiva e então entende que Linda é a responsável. A partir daí, o embate vira uma verdadeira guerra de sobrevivência.
A tensão cresce quando o chefe finalmente encontra a casa que Linda havia descoberto. E aí vem outro plot twist importante: Linda controla as câmeras e esconde todas as facas, revelando um lado completamente psicopata. A partir desse ponto, a lógica é clara — se ele não matar, é ele quem morre.
O filme começa de forma contida, mas cresce com seus plot twists, a violência gráfica e o humor ácido. Confesso que, no início, a narrativa não empolga tanto, mas o jogo psicológico entre os personagens muda completamente a experiência.
No fim das contas, é difícil definir o longa com precisão. Ele transita entre humor ácido, suspense e terror psicológico. É tudo isso misturado. E Rachel McAdams entrega uma personagem fria, perturbadora e completamente psicopata.
⭐ Nota final + Veredito
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ (4/5)
Veredito:
Um filme que começa discreto, mas cresce absurdamente graças aos seus plot twists, ao humor ácido e à performance inquietante de Rachel McAdams. Não é para todos os públicos, mas é provocador e violento.
