Operação Overclean: PF indicia 25 investigados em esquema de R$ 1,4 bilhão em propinas e emendas

Operação Overclean: PF indicia 25 investigados em esquema de R$ 1,4 bilhão em propinas e emendas
Operação Overclean: PF indicia 25 investigados em esquema de R$ 1,4 bilhão em propinas e emendas (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Operação Overclean

A Polícia Federal (PF) indiciou 25 empresários e agentes públicos investigados por corrupção, fraude a licitações e desvio de verbas na Operação Overclean, deflagrada no fim de 2024. Entre os indiciados estão o empresário baiano José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, além de Flávio Parente, Alex Parente e os ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho.

As investigações apontam um esquema que movimentou R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Segundo a PF, empresas pagavam propinas para obter contratos com prefeituras nas áreas de pavimentação e limpeza urbana. Os crimes atribuídos aos investigados incluem fraude à licitação, peculato, organização criminosa, embaraço a investigação, corrupção e lavagem de dinheiro.

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A operação, que já cumpriu nove fases — incluindo mandados de busca e apreensão —, passou a investigar também quatro deputados federais após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF): Elmar Nascimento (União-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Vicentinho Júnior (PP-TO) e Dal Barreto (União-BA). Os parlamentares são suspeitos de envolvimento no desvio de emendas, mas, até o momento, o indiciamento oficial dos políticos não foi proposto.

Fases iniciais

Iniciada em 10 de dezembro de 2024, a primeira fase da Operação Overclean investigou o direcionamento de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a prefeituras baianas.

De acordo com a PF, o grupo contava com o apoio de policiais que repassavam informações sensíveis à organização criminosa, incluindo a identificação de agentes federais atuando em diligências sigilosas. Para apurar o desvio transnacional e a lavagem de verbas, as investigações contaram com o suporte da Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations – HSI).

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Stanley Gois

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