Aliado de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, Márcio Canella é preso pela PF

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), Márcio Canella, do União Brasil, eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro.
Canella, que já foi prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, chegou a ser pré-candidato ao Senado neste ano, com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), de quem é amigo próximo.
Ao todo, a PF cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a operação, outros cinco investigados também foram presos: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior, Marcus Vinicius Amim Fernandes e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, bem como a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. Segundo a apuração, empresas ligadas ao esquema teriam movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, de acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Márcio Canella já havia sido preso em julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, quando agentes encontraram um fuzil em seu carro. Na ocasião, ele afirmou que a arma pertencia ao policial militar responsável por sua segurança.
