Exclusivo: fãs vão à Justiça após cancelamento do cruzeiro “Isso é Calypso em Alto Mar” divulgado por Joelma

O evento “Isso é Calypso em Alto Mar” anunciado por Joelma foi parar na Justiça.
A coluna Peterson Renato apurou que, a cantora foi acionada na Justiça do Estado do Pará em uma “ação de restituição de quantia paga cumulada com indenização por danos morais e materiais”, movida por dois fãs que pedem quase R$ 60 mil.
Na ação, os fãs alegam ter adquirido uma cabine dupla para o cruzeiro da famosa, no entanto, o evento “Isso é Calypso em Alto Mar” teria sido cancelado pela cantora. Eles alegam que solicitaram o reembolso mas “o valor nunca foi restituído”.
No processo, os fãs estão solicitando a restituição de todos os valores gastos para o cruzeiro da cantora, “Isso é Calypso em Alto Mar”, no montante de R$ 10.647,60 ( eles pedem a condenação para a restituição em dobro do valor pago, no montante de R$ 21.295,20) além da quantia de R$ 18 mil em danos morais para cada um, totalizando R$ 58.990,14.
De acordo com o processo, a defesa dos fãs explica que, durante a gravação do DVD “Isso é Calypso – Etapa Belém do Pará”, em novembro de 2023, foi anunciado o cruzeiro temático chamado “Isso é Calypso em Alto Mar”, navio temático da cantora, com a promessa de shows, gravação de DVDs e outras experiências exclusivas.
O evento seria realizado de 28 de novembro de 2024 a 1º de dezembro de 2024.
À Justiça, os fãs alegam que em dezembro de 2023, as vendas iniciaram no site da empresa requerida, e os autores, que seriam casados, adquiriram uma cabine dupla no cruzeiro, que foi dividido em 4 parcelas de R$ 2.661,90, totalizando R$ 10.647,60.
Na ação apresentada à Justiça, eles alegam que Joelma promoveu amplamente o cruzeiro em shows, entrevistas e redes sociais.
“A requerida Joelma promoveu amplamente o cruzeiro em shows, entrevistas e redes sociais, reiterando a realização do projeto e incentivando os fãs a adquirirem os ingressos. Além disso, durante os intervalos de seus shows, membros de sua equipe anunciavam o evento, aumentando a expectativa de seus seguidores”, afirmou a defesa na ação.
A defesa dos fãs ainda alega que eles “precisaram realizar diversos esforços financeiros para arcarem com o valor, sonhando em conseguir participar do evento durante as férias do casal”.
À Justiça, os autores argumentam, que, as datas do evento foram alteradas unilateralmente para “25/11/2024 a 29/11/2024, sem comunicação prévia aos compradores”, e que “informações básicas sobre o navio, empresa responsável e roteiro permaneceram obscuras”.
No processo, a defesa dos autores sustenta que pouco menos de 40 dias antes da data prevista para o embarque, o evento foi cancelado por meio de uma nota publicada nas redes sociais de Joelma, que, segundo os autores, “se eximiu de qualquer responsabilidade, alegando ser apenas contratada para realizar shows no navio”.
Até o momento da publicação dessa nota, a Justiça ainda não havia determinado a citação da cantora. Além de Joelma, a empresa JMusic Editora e Produções Artísticas e Murai Viagens e Turismo Ltda também foram acionadas.
O caso está no Juizado Especial Cível e Criminal de Bragança.
O espaço está aberto caso a cantora queira comentar o assunto.
O comunicado de cancelamento do evento emitido pela equipe de Joelma
Em outubro do ano passado, a equipe de Joelma emitiu uma nota à imprensa sobre o cancelamento do evento “Isso é Calypso em Alto Mar”.
Na ocasião, a artista alegou que a decisão “foi tomada em decorrência da falta de transparência e do não cumprimento das obrigações contratuais por parte da empresa responsável”.
No comunicado, a equipe da cantora afirmou, entre outras coisas, que, lamentava “os transtornos causados pela empresa Murai Viagens e Turismo Ltda. que atingem, além da JMusic, os fãs da cantora Joelma”.
(Atualização às 12h00 de 9 de julho de 2025: Após a publicação da reportagem, a equipe jurídica da artista entrou em contato com a coluna Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, e informou que “a cantora Joelma também foi vítima do episódio envolvendo o evento Isso é Calypso em Alto Mar.
A artista nunca teve envolvimento na organização ou comercialização do cruzeiro, e está arcando com prejuízos significativos após o desaparecimento do verdadeiro responsável financeiro pelo projeto.
Joelma lamenta profundamente os transtornos causados aos fãs e tem tomado todas as medidas possíveis para protegê-los.
Desde o cancelamento, a equipe jurídica da artista tem atuado para identificar os responsáveis e já obteve vitórias judiciais contra o organizador do evento.
Além disso, todos os fãs que têm procurado o escritório de forma administrativa, apresentando comprovantes dos valores pagos, estão sendo ressarcidos diretamente por Joelma, em um gesto de respeito e compromisso com seu público”).
