Exclusivo: Luísa Sonza processa companhias aéreas por atraso de voo e extravio de bagagem

Cantora acionou a TAP, Swiss e Air France
Cantora acionou as companhias TAP Air Portugal, Swiss e Air France (Foto: Reprodução/Divulgação)

Por Peterson Renato – Luísa Sonza entrou na Justiça de São Paulo com uma “ação de indenização por danos morais e materiais” contra a companhia aérea TAP Air Portugal.

A cantora pede indenização no valor de R$ 71.929,54.

De acordo com o processo, ao qual a coluna Peterson Renato teve acesso em primeira mão, o motivo seria o atraso ocorrido em um voo que partiria da cidade do Porto, Portugal, com destino ao Rio de Janeiro, no dia 23 de maio deste ano.

Na ação apresentada à Justiça, a artista afirma que a situação teria ocasionado um atraso de mais de 19 horas até que ela conseguisse chegar ao seu destino final e cumprir com sua obrigação profissional e contratual, que seria seu show Escândalo Íntimo na Virada Cultural na cidade de São Paulo, às 21h do dia 24 de maio de 2025.

De acordo com a ação movida por Sonza, ela solicita uma indenização do valor de R$ 50 mil por danos morais e, ainda, R$ 21.929,54 referentes aos danos materiais.

À Justiça, Luísa Sonza relata que tinha voo, em classe executiva, marcado para o dia 23 de maio de 2025, de Porto, Portugal, para São Paulo, Brasil, com conexão no Rio de Janeiro e, no momento do check-in, teria sido informada que seu voo Porto, Rio de Janeiro, que partiria às 12h55min, estava atrasado.

Na ação, a artista argumenta, entre outras coisas, que, teria sido comunicado que perderia o embarque para São Paulo, sendo oferecida, como solução, a reacomodação em um voo direto de Porto para São Paulo que chegaria somente na noite do dia 24 de maio 2025, no entanto, a alternativa não atendia às suas necessidades, uma vez que ela tinha compromisso profissional marcado para o dia 24 de maio de 2025 e não chegaria a tempo se aceitasse a reacomodação.

Show Escândalo Íntimo na Virada Cultural de São Paulo no dia 24 de maio

Na ação, Luísa Sonza explica que tinha um compromisso que era realizar o show Escândalo Íntimo na Virada Cultural na cidade de São Paulo, às 21h do dia 24 de maio 2025.

À Justiça, a defesa da artista afirma que, o voo para o qual foi reacomodada, com partida prevista para o dia 24 de maio de 2025, do Porto, tinha previsão de chegada em São Paulo apenas às 19h20min e, de acordo com ela, o horário tornaria inviável que realizasse os procedimentos de imigração, se organizasse e se deslocasse até o local da apresentação, marcada para às 21h.

A defesa da famosa argumenta na ação que, apesar da empresa ter causado todos os transtornos em relação ao atraso do primeiro trecho, com a consequente perda da conexão do segundo voo em efeito cascata, em momento algum foi oferecida a devida assistência material.

Sonza explicou, também, que, não teria havido qualquer providência quanto à alimentação, transporte ou hospedagem até o dia seguinte, embora o voo oferecido como reacomodação tivesse partida apenas às 12h45min do dia seguinte segundo sua defesa, 24 horas após o horário originalmente previsto e contratado.

De acordo com o processo, a situação teria obrigado a artista buscar por conta própria outra alternativa de transporte que atendesse suas necessidades profissionais, já que a companhia requerida limitou-se apenas a reacomodá-la em voo sob sua operação e não em voo que fosse a melhor opção para o cliente, ainda que de outra companhia aérea.

Segundo a ação, Sonza afirma que foi obrigada a deixar sua mãe e avó, ambas idosas e que viajavam a lazer em sua companhia, sozinhas no Porto para embarcarem no voo somente no dia seguinte.

No processo, a cantora argumenta que adquiriu por conta própria, uma nova passagem aérea, na classe executiva, com a companhia aérea Swiss, partindo de Lisboa ainda no dia 23 de maio de 2025, com destino a São Paulo, realizando escala em Zurique, na Suíça, e pagou pelo bilhete o valor de R$ 21.929,54. Ela ainda teria arcado com os custos de deslocamento.

Segundo a defesa da artista, o novo voo, integralmente custeado por Sonza, chegaria em São Paulo, às 05h25min do dia 24 de maio 2025, possibilitando que ela descansasse antes do show após longas e estressantes horas de viagem, mas teria se deparado com o aeroporto de Zurique fechado para pousos e decolagens, impossibilitando que pudesse seguir viagem para São Paulo.

Sonza relata que apesar de ter recebido hospedagem pela Swiss, já sentia os efeitos da “tensão, preocupação com o compromisso profissional assumido”. Depois que a companhia aérea Swiss ter reacomodado a artista em voo de Zurique para São Paulo, no dia 24 de maio de 2025, com conexão em Paris, França, com previsão de chegada às 17h00min, ela finalmente conseguiu chegar ao seu destino final, São Paulo, às 17h30min.

“Um horário, por certo, apertado para sua apresentação na Virada Cultural, mas que ainda representava uma antecipação frente ao voo que a Ré pretendeu reacomodar a Autora e que chegaria às 19h20min”, afirma a defesa da cantora na ação.

A defesa da artista solicita que a empresa aérea seja responsabilizada pelo atraso total de 19h25min para que ela conseguisse chegar ao seu destino final.

Extravio de bagagem e atraso

Além do processo movido contra a TAP Air Portugal, a cantora Luísa Sonza também apresentou à Justiça uma “ação de indenização por danos morais e materiais” contra as companhias aéreas Swiss International Air Lines e Air France, na qual está solicitando o montante de R$ 50 mil em danos morais, além de R$ 2.713,70 em danos materiais, no valor total de R$ 52.713,70.

Na ação contra Swiss International Air Lines e Air France, Sonza alega que, além do atraso, houve “extravio de sua bagagem”, onde estavam não apenas figurinos essenciais à sua performance artística, que seriam itens cuidadosamente preparados e planejados para o espetáculo, como também seus medicamentos controlados.

À Justiça, a artista afirmou que a bagagem só foi devolvida um dia após sua chegada ao Brasil, após o compromisso profissional já ter sido cumprido de forma “improvisada, sob extrema pressão”.

Até o momento da publicação dessa nota, as companhias aéreas ainda não haviam apresentado suas defesas no processo. O espaço segue aberto caso queiram comentar o assunto.

Peterson Renato

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