Toy Story 5 emociona ao mostrar o choque entre brinquedos e tecnologia

Alerta de Spoiler⚠️
Quando a Pixar anunciou Toy Story 5, muita gente se perguntou se ainda havia histórias para contar. Afinal, estamos falando de uma franquia que nasceu em 1995 e marcou gerações. A boa notícia é que a resposta é sim. Toy Story 5 consegue algo que poucas franquias fazem após tantos anos: continuar divertida, emocionante e relevante para o público atual sem perder a essência que a transformou em um fenômeno mundial.
A história gira em torno de Bonnie, que continua amando seus brinquedos, mas começa a descobrir um novo universo quando ganha um tablet chamado Lilypad. O dispositivo permite que ela faça amizades online e tenha contato com outras crianças, algo importante para alguém que sempre teve dificuldades para se enturmar.
O problema é que, aos poucos, Bonnie passa a depender cada vez mais da tecnologia para se sentir aceita. Suas novas amigas consideram brinquedos algo infantil e começam a zombar do fato de ela ainda brincar com Jessie, Buzz e os outros. É uma situação que muitas crianças vivem atualmente e que o filme retrata de forma sensível.
E aqui está um dos maiores acertos do longa: a tecnologia não é apresentada simplesmente como um vilão. O Lilypad parece assumir esse papel inicialmente, já que vai capturando cada vez mais a atenção de Bonnie. Porém, conforme a trama avança, a história mostra que o verdadeiro problema não é o tablet em si, mas a forma como ele é utilizado.
Diferente dos filmes anteriores, desta vez Jessie assume o protagonismo da narrativa. A vaqueira percebe que Bonnie está se afastando dos brinquedos e sofre ao ver sua dona tentando esconder uma parte importante de si mesma apenas para ser aceita por um grupo. A decisão de colocar Jessie no centro da história foi excelente. Ela tem um coração enorme, é determinada e carrega boa parte da emoção do filme. Em vários momentos, ela demonstra mais maturidade do que muitos personagens humanos.
Enquanto isso, Woody retorna para ajudar a antiga amiga quando ela mais precisa. É impossível não sentir nostalgia ao rever o xerife em ação depois de tudo o que a franquia construiu ao longo dos anos. Outro detalhe que me surpreendeu foi a relação entre Buzz Lightyear e Jessie. O filme brinca com esse sentimento de forma leve.
Mas o que realmente faz Toy Story 5 funcionar é sua mensagem. O filme faz uma crítica atual sobre como a tecnologia vem substituindo experiências que antes faziam parte da infância. O resultado é uma aventura divertida para as crianças e extremamente emocionante para os adultos que cresceram ao lado desses personagens.
“Casamento Sangrento 2: A Viúva” aposta em violência, humor ácido e termina de um jeito mais absurdo
É bonito ver como o filme utiliza as cores e a imaginação de Bonnie para mostrar o poder da brincadeira. Quando ela está brincando com os brinquedos, tudo ganha vida de uma forma vibrante. O espectador consegue enxergar o mundo pelos olhos de uma criança.
Outro aspecto que me chamou atenção foi a forma como o filme aborda a passagem do tempo. Os brinquedos envelhecem. Seus donos crescem. Os interesses mudam. E a vida segue seu curso. O próprio Woody vira alvo de uma piada sobre estar “velho”. Sua cabeça já não tem a mesma aparência de antes e os personagens brincam com isso.
O mais interessante é que a própria Jessie encontra uma solução que não envolve abandonar a tecnologia. Em vez de lutar contra o Lilypad, ela percebe que os dois mundos podem coexistir. A tecnologia pode aproximar pessoas, assim como os brinquedos podem criar experiências inesquecíveis.
