Rio Grande do Norte vai receber supercomputador de R$ 1 bilhão voltado para Inteligência Artificial

O Rio Grande do Norte foi escolhido para sediar um dos maiores investimentos tecnológicos do país nos últimos anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a instalação de um supercomputador no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na Grande Natal. Com foco no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA) e processamento de dados, o projeto receberá um aporte de R$ 1,06 bilhão.
Do valor total, R$ 960 milhões serão destinados exclusivamente à compra da máquina, enquanto os outros R$ 100 milhões cobrirão os custos de preparação da infraestrutura e operação. A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que busca dar autonomia tecnológica ao Brasil.
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Por que o Rio Grande do Norte?
Durante o anúncio, o governo destacou que a escolha do estado nordestino foi estratégica e quebra a lógica de concentrar grandes investimentos apenas no Sudeste. Além de fomentar a ciência e a economia local, o Rio Grande do Norte oferece um insumo essencial para manter uma máquina desse porte funcionando de forma sustentável: a abundância de energia limpa, especialmente eólica e solar.
Potência de processamento.
A capacidade da nova máquina impressiona. O supercomputador terá mais de 50 mil núcleos de processamento e alcançará um desempenho de 7.200 petaflops. Na prática, isso significa que ele poderá realizar até 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Para efeito de comparação, especialistas apontam que toda a população mundial (8 bilhões de pessoas) levaria quase 29 anos para fazer os cálculos que o equipamento resolve em apenas um segundo.
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Quem será beneficiado?
O supercomputador fará parte do novo Centro Brasileiro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial. A megaestrutura não será de uso exclusivo do governo: ela estará à disposição de universidades, centros de pesquisa, empresas e startups. O objetivo é que a tecnologia seja aplicada no treinamento de IAs brasileiras e na solução de problemas complexos em áreas como saúde, agricultura, clima e serviços públicos.
O projeto potiguar é uma das três grandes frentes do governo federal para o setor tecnológico. As outras duas incluem uma parceria com a China para uma estrutura no Rio de Janeiro e o desenvolvimento de chips de arquitetura aberta em Campinas (SP).
