Fiebre transforma febre de menino em uma viagem pelo mundo da imaginação

Fiebre aposta na imaginação infantil, mas pode não conquistar todos os públicos (Foto: Reprodução)
Fiebre aposta na imaginação infantil, mas pode não conquistar todos os públicos (Foto: Reprodução)

Fiebre – um filme para crianças que não têm medo de fogo mistura live action e animação analógica para acompanhar Nino, um menino que, após ser tomado por uma forte febre, acaba sendo absorvido por uma pintura misteriosa e embarca em uma viagem por diferentes universos visuais.

Ao longo da aventura, Nino passa por referências ao cinema clássico, desenhos, fotografias, pinturas, mitos vulcânicos e outros cenários. A proposta é transformar essa viagem em uma espécie de descoberta, na qual o garoto precisa encontrar o caminho de volta para casa enquanto aprende sobre imaginação, amadurecimento e sua relação com a mãe.

Fiebre não segue uma fórmula convencional. A produção combina cerca de 80% de live action e 20% de animação, criando uma experiência que transita por diferentes linguagens e técnicas. É uma escolha que pode despertar a curiosidade das crianças e estimular a imaginação, especialmente para quem gosta de histórias que brincam com diferentes formas de contar uma aventura.

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Mas é justamente aí que entra uma questão de gosto pessoal. Para mim, a experiência acabou sendo mais cansativa do que divertida. Fiebre tem uma proposta interessante e não considero que seja um filme ruim, mas o ritmo e o estilo da narrativa não conseguiram me prender. A história aposta bastante na fantasia, na exploração de imagens e em uma aventura mais lúdica, características que podem funcionar muito bem para o público infantil, mas que não necessariamente agradam a todos os adultos.

Isso não significa que o filme não tenha seu público. Pelo contrário: para quem procura uma produção infantil curta, leve e diferente para assistir com os filhos, Fiebre pode ser uma opção interessante. A obra valoriza a criatividade e a imaginação e oferece às crianças uma experiência que foge um pouco das animações infantis mais convencionais.

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Talvez Fiebre seja um daqueles filmes em que a pergunta mais importante não é se ele é bom ou ruim, mas para quem ele foi feito. E, nesse caso, crianças dispostas a embarcar em uma viagem de fantasia provavelmente terão mais facilidade para entrar no universo de Nino do que adultos.

Fiebre – um filme para crianças que não têm medo de fogo estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, com distribuição da CUP Filmes. O longa tem 80 minutos, direção e roteiro de Elisa Eliash e é uma coprodução entre Chile, Brasil e Peru.

Regina Soares

Regina Soares, (MTB 0004794/CE) de Fortaleza, CE. Graduada em Jornalismo no ano de 2020 e, posteriormente, Reportagem de Notícias em 2021. Em 2023, fiz um curso de Extensão em Escrita de Viagem. Adoro assuntos sobre saúde, cultura geek e pop, feminices e moda. Sou apaixonada pelos anos 90, curto filmes e jogos clássicos como Crash Bandicoot e Zelda.

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