“A Última Casa”: mesmo detonado pela crítica, filme com Wagner Moura vira o mais visto da Netflix

Nem sempre a nota dos críticos define o sucesso de um filme — e “A Última Casa” é a prova mais recente disso. Estrelado por Wagner Moura, o thriller de sobrevivência chegou ao catálogo da Netflix na última sexta-feira (7) e, em poucos dias, já assumiu a liderança do ranking mundial da plataforma, segundo os dados do FlixPatrol referentes aos dias 9 e 10 de agosto.
O contraste chama atenção. No Rotten Tomatoes, o filme dirigido por Louis Leterrier (“Velozes e Furiosos 10”) amarga apenas 27% de aprovação entre os críticos especializados, e no IMDb a nota também é modesta: 5,6. Ainda assim, isso não impediu que a produção conquistasse o público-alvo da Netflix, que parece ter se interessado justamente pela premissa intrigante da trama.
Na história, Wagner Moura vive Jason, que divide a rotina com a esposa Ann — papel de Greta Lee — e os dois filhos do casal. Tudo muda quando uma força misteriosa e desconhecida passa a impedir qualquer um de sair de casa. Com comida, água e outros recursos cada vez mais escassos, a família se vê obrigada a enfrentar decisões extremas só para sobreviver, em um suspense que mistura ficção científica, drama familiar e tensão claustrofóbica.
Apesar das críticas duras sobre as escolhas narrativas do roteiro, parte da imprensa internacional destacou justamente a atuação de Wagner Moura como um dos pontos altos do longa. É mais um capítulo de peso na carreira do ator baiano, que vem em ascensão internacional desde a indicação ao Oscar 2026 por “O Agente Secreto”. Greta Lee, por sua vez, também segue colhendo reconhecimento em Hollywood após o sucesso de “Vidas Passadas”.
Os números oficiais da Netflix, que costumam ser atualizados às terças-feiras, ainda não confirmam a colocação — mas o desempenho já registrado pelo FlixPatrol reforça algo que o streaming vem mostrando com frequência: para conquistar audiência, uma boa dose de curiosidade pode valer mais do que aplausos da crítica.
