Dentro da Baleia transforma uma premissa absurda em suspense

E se você fosse engolido por uma baleia e tivesse apenas uma hora para escapar? A premissa de Dentro da Baleia parece saída de uma ideia completamente absurda, mas é a partir dela que o filme tenta construir uma história de sobrevivência, luto e conflitos entre pai e filho.
Dirigido por Brian Duffield, o longa acompanha Jay Gardiner (Austin Abrams), um mergulhador que retorna ao mar em busca dos restos mortais do pai, Mitt (Josh Brolin), com quem tinha uma relação conturbada. Durante a busca, Jay acaba engolido por um cachalote e precisa encontrar uma maneira de escapar antes que seu oxigênio termine. Preso no interior do animal, ele revisita lembranças da infância e os ensinamentos do pai, que podem ajudá-lo a sobreviver.
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É difícil não sentir agonia em algumas cenas. A câmera acompanha Jay em espaços apertados, enquanto criaturas marinhas e ferimentos tornam sua situação ainda mais desesperadora. Em um dos momentos de maior tensão, parece que ele finalmente vai conseguir escapar, mas acaba sendo levado de volta para o interior da baleia.
Vale a pena?
Sim, principalmente para quem procura um suspense de sobrevivência com uma proposta diferente. Austin Abrams sustenta boa parte da narrativa e, na minha opinião, entrega aqui um trabalho mais convincente do que em Resident Evil. A tensão e a claustrofobia parecem favorecer sua atuação.
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Apesar de abordar o luto, a culpa e a relação entre pai e filho, o filme não me parece explorar esses temas a ponto de deixar uma marca duradoura. Os ensinamentos de Mitt ajudam Jay a enfrentar a situação, mas o conflito familiar poderia ter um impacto maior.
No fim, Dentro da Baleia é um filme bom e envolvente durante a sessão, mas esquecível para mim. É uma experiência que provoca agonia e entretém, só não chega a ser daquelas que continuam na cabeça depois dos créditos.
