Eleições no RS: quem disputa as duas vagas do Senado em 2026

Com a saída de Luis Carlos Heinze e Paulo Paim da disputa — ambos decidiram não buscar a reeleição —, o Rio Grande do Sul terá, pela primeira vez em anos, uma corrida ao Senado sem nenhum candidato que já ocupe uma cadeira. Ao todo, 13 nomes disputam as duas vagas gaúchas nas eleições de 2026, o equivalente a mais de seis concorrentes por assento.
A regra do jogo é direta: como não há distribuição proporcional entre partidos, os dois candidatos mais votados em todo o estado garantem o mandato, que dura oito anos. Isso significa que, diferentemente da eleição para deputado, aqui vale o desempenho individual de cada postulante frente ao eleitorado gaúcho como um todo.
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Entre os concorrentes mais conhecidos estão Manuela d’Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Germano Rigotto (MDB), Paulo Pimenta (PT), Sanderson (PL), Frederico Antunes (PSD), Renato Jaguarão (PSDB) e Milton Cardoso (PSDB). A lista se completa com Daniela, das Mulheres Socialistas (PSTU), Luciano do MLB (UP), Regis Ethur (PSTU), Ric Jones (PCO) e Tania Peres (UP), representando legendas menores no espectro político.
Uma pesquisa do Paraná Pesquisas, divulgada em 22 de julho, mostrou um cenário de empate técnico na ponta da disputa. Manuela d’Ávila aparecia à frente, seguida de perto por Van Hattem e Rigotto — os três dentro da margem de erro. Pimenta, Sanderson e Frederico Antunes vinham na sequência, com os demais nomes ainda longe de figurar entre os favoritos.
O prazo para o registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerrou em 15 de agosto, mas a lista pode sofrer ajustes até a votação, já que candidaturas seguem sujeitas a contestações na Justiça Eleitoral.
