Zema foca em acenos à direita e economia em sabatina, mas comete gafe sobre mulheres

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, participou de uma sabatina na noite de ontem (24), exibida depois do Jornal Nacional. O ex-governador de Minas Gerais usou o espaço da TV Globo para defender seu legado fiscal e buscar apoio do eleitorado conservador. No entanto, um erro ao vivo marcou o momento e logo o corte se popularizou pelas redes sociais.
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A Gafe: “Programas contra as mulheres”
Zema foi questionado sobre as medidas de seu governo estadual para proteger as mulheres e, em vez de falar sobre suas ações de defesa, o candidato se atrapalhou e disse que teria ‘programas contra as mulheres’. Apesar de ter se corrigido depois na entrevista — citando a criação de delegacias especializadas, casas de acolhimento e o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores —, o dano foi imediato.
A oposição reagiu rapidamente: a candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG) gravou um vídeo afirmando que a fala não foi apenas um erro de expressão, mas sim um reflexo da falta de políticas para combater a violência de gênero durante o governo de Zema em Minas Gerais.
Acenos Polêmicos: 8 de Janeiro e “Tribunal Não Político”
O candidato também dedicou boa parte de sua sabatina para tentar atrair o eleitorado mais voltado à direita. Ao ser questionado sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, Zema classificou as prisões como ‘perseguição’ e definiu a invasão às sedes dos Três Poderes apenas como um ato de ‘vandalismo e depredação’, discordando dos crimes mais graves apontados pelo Judiciário.
Para reverter a situação dos condenados, o ex-governador prometeu que, se eleito, criará um ‘tribunal não político’ ou concederá anistia para revisar as penas aplicadas, pois, segundo ele, o julgamento foi totalmente parcial.
Economia e Dívida Mineira
No campo econômico, Zema reforçou o tom liberal que marca sua campanha. Sobre o salário mínimo, garantiu que vai repor toda a inflação. Ele também explicou que só haverá aumento real a depender de fatores externos, como o bom desempenho da economia e o equilíbrio das contas públicas.
O candidato ainda aproveitou para defender seu histórico como governador. Quando os âncoras perguntaram sobre o grande aumento da dívida de Minas Gerais – cerca de 63% entre 2019 e o final de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF) – o candidato culpou o impacto da taxa de juros imposta pelo governo federal. Zema destacou que entregou o estado com um superávit de R$5 bilhões, em contraste com o déficit de R$11 bilhões que recebeu, e afirmou que a economia mineira hoje é estruturalmente muito mais forte.
